Constituição familiar…

Ta ai a maior alegria dessas pessoas quais tivemos esse tempo de estudo. A 3ª idade ama olhar para traz e ver os “frutos” por eles gerado. Ao conversar com algum deles sobre suas respectivas famílias, é lindo ver as lágrimas começando a percorrer por seus rostos. A emoção chega ao extremo… As palavras “tropeçam” para sair… Um tremor toma conta dos lábios…

Atitudes essas que falam por si. Mas a realização de ver os filhos, netos e até bisnetos, não contem os lindos testemunhos de amor.

As histórias, preocupações e realizações são muito parecidas. Começam a falar, “Na minha época era muito diferente, a violência não era tanta, não existia esse vício exagerado de drogas químicas, sabia-se aproveitar. Nos dias de hoje é muito difícil viver uma vida sadia.”.

Claro que os momentos da vida não são os mesmos. Tem se as mudanças naturais de uma geração para a outra. Porém, isso muitas vezes, é uma situação difícil de ser aceita. Temos a mania de querer que todos vivam as mesmas coisas que vivemos. E com os anos que separam um nascimento do outro, fica-se difícil a mesma vivencia.

Transcendência… Creio que seja a palavra que traduza o desejo dos mais velhos para com seus descendentes. Essa palavra que significa a capacidade de superar os limites normais, com certeza é a vontade da vó e do vô, que julgam os tempos atuais como violento e perigoso! Necessária coragem, garra e determinação para superar os limites que se tornam normais com o passar dos anos.

Queria mergulhar um pouco na área financeira da constituição familiar. E acabei percebendo que mesmo quando uma família passa por diversas dificuldades por falta de dinheiro, o que realmente tem valor, acima das brigas que podem ocorrer, é a felicidade de ver os netos correndo para lá e para cá, o brilho nos olhos ao ouvir vovó / vovô, bença e com carinho respondem Deus abençoe!

“Minha vida tem sentido, quando olho para trás e vejo lindos anjinhos”, é uma frase muito comovente que me foi direcionada quando a Vó Ana olhou para seu netinho.

Concluo dizendo que se compreendêssemos tal amor a “nós” direcionado, aproveitaríamos melhor os poucos momentos que ainda nos restam com nossos coroas (palavra que se usa para chamar as pessoas mais velhas).

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