
Corpos e mentes em plena atividade não são mais privilégios dos jovens. A procura por conhecimento e atividade por parte de pessoas com mais de 60 anos aumentou na mesma proporção que as faculdades especializadas nesse público, várias instituições oferecem cursos para esse público, que abordam temas como
Psicologia, saúde e Filosofia, centrados na qualidade de vida dos idosos.
Depois de certa idade, a pessoa fica com a vida vazia, porque os filhos se casam e saem de casa ou porque o marido ou a mulher falecem. Isso, às vezes, leva à depressão. As faculdades reintegram os idosos a sociedade através da convivência com outras pessoas. Onde os idosos melhoram a auto-estima, na relação interpessoal, com a família e amigos, diminuindo a depressão e a ansiedade.
Existem muitas instituições em que o ensino não está voltado para a graduação. Os alunos também não são obrigados a cursar todos os módulos. Não oferecem diplomas, nem exigem provas ou exames de avaliação. Por meio da neurolingüística, fazem com que o indivíduo trabalhe com o seu próprio emocional. Muitos chegam com baixa auto-estima. E o objetivo é fazer com que ainda se sintam capazes de realizarem algo produtivo para a sociedade. A duração média dos cursos é de até dois anos. Já na USP os projetos já são diferentes, como é o caso da Universidade Aberta à Terceira Idade, que existe há dez anos sob a coordenação da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária, que tem como objetivo integrar o idoso à comunidade acadêmica, conscientizando-o da importância do seu papel na sociedade. Desde sua implantação, o programa já envolveu 12 mil pessoas e mais uma vez oferece várias disciplinas de graduação, além de atividades didático-culturais e físico-esportivas, nos campi da USP em São Paulo, São Carlos, Bauru, Piracicaba, Pirassununga e Ribeirão Preto.
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